3 de mar de 2009

[texto desenterrado, fato.]

e o vento uivava, e a chuva caía; o cheiro era doce, igual àquele de quando eu era criança. e eu via os raios rasgarem o céu na mesma velocidade dos meus pensamentos. eu ouvi uma luz se apagar, eu senti o pranto de uma criança, eu enxerguei o tempo passar. e a chuva caía cada vez mais forte, e a música era abafada por seu próprio som.
então as lágrimas escorriam ao pensar em tudo aquilo ao esperar uma ligação ao ouvir o som do meu coração ao sentir o choro do céu se unir ao meu; eu imaginei relembrei revivi repensei em tudo aquilo, naqueles (in)felizes anos.
procurei cada falha cada passo em falso cada erro e, ao invés de serem alheios (como eu sempre imaginei que fossem), eles eram meus, e somente meus.

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texto desenterrado, mas às vezes coisas velhas ainda valem a pena ;)

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